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EXISTE DIFERENÇA ENTRE CIRURGIA GUIADA E IMPLANTODONTIA DIGITAL?

30/05/2020

EXISTE DIFERENÇA ENTRE CIRURGIA GUIADA E IMPLANTODONTIA DIGITAL?

Por Dr. Shaban Mirco Burgoa - BDS Curitiba - Brasil

Imagine um médico lhe dando duas opções de cirurgia para seu joelho. A primeira: o acesso através de uma incisão ou “corte”,do tamanho da palma da sua mão. A segunda opção: três furos pequenos, com a técnica da artroscopia.Sem dúvida, a maioria iria optar pela segunda alternativa, mesmo por que não é necessário ter muito conhecimento da área para saber que o pós-operatório será muito diferente, que a cirurgia seria menos demorada e haveria maior conforto durante e após o tratamento.
 

É com esta proposta inicial que a técnica da Cirurgia Guiada chegou no ano 2000, trazendo uma grande revolução na implantodontia, prometendo procedimentos mais previsíveis, com planejamento e com vantagens muito claras em comparação às cirurgias tradicionais,como menor tempo operatório, maior confronto pós-operatório, sem dor, sem cortes e sem pontos. Apenas faltou eliminar a anestesia dessa grande lista de vantagens. Os profissionais que realizaram os primeiros treinamentos a modo de “credenciamentos”,recebiam conhecimentos para planejar as suas cirurgias em um software,para depois produzir os guias em uma central de planejamento ou impressão.Naquela época existiam protocolos, que hoje chamamos de fluxos, onde a tomografia computadorizada era o único exame necessário. Geralmenteo paciente realizava uma tomografia com o guia tomográfico e depois era realizada outra tomografia apenas do guia tomográfico.Eram gerados modelos 3D do osso e da prótese para dar lugar ao planejamento de implantes em softwares que simulavam a instalação de implantes.
 

Muitos profissionais acolheram esta nova metodologia com grande entusiasmo, mas alguns anos após vieram as decepções. As limitações técnicas da técnica faziam com que a técnica fosse apenas indicada com previsibilidade para casos totais,onde o paciente possuia uma grande quantidade de estrutura óssea (para compensar os desvios). Os guias, quando confeccionados sobre dentes, requeriam muito ajuste ou simplesmente não se adaptavam. Tais imitações eram devidos, em parte ao fato dos guias cirúrgicos serem uma reprodução dos guias tomografados, havendo distorções na formação do modelo 3D. Uma série de insucessos levou ao descrédito da técnica, fazendo com que diminuísse à procura e, em alguns casos,ocorreu o abandono total da técnica por parte de usuários. Paralelamente ao desenvolvimento da Cirurgia Guiada, na área de reabilitação a prótese dentária evoluía a passos enormes. A tecnologia de ponta já estava presente em alguns consultórios e laboratórios no Brasil, no final da década de 2000.

Tal tecnologia permitia a moldagem virtual de um elemento (escaneamento de preparo dentário) e a produção de uma prótese pelo sistema CAD/CAM (Computer Aided Design & Computer Aided Manufacturing) que resumidamente era a produção digital da prótese sobre o dente escaneando e a produção da peça por uma máquina (fresadora). o sistema começou a ganhar força com o advento de materiais estéticos para reabilitações sobre implantes, como a zircônia. Muitos laboratórios começaram a adquirir escâneres de mesa para digitalizar modelos de gesso e fresadoras para produzir estruturas sobre implantes. Alguns Cirurgiões-Dentistas instalaram sistemas completos dentro dos consultórios (chairside) para realizar no consultório o que era realizado em laboratório.


A revolução tecnológica permitiu o desenvolvimento de softwares que conseguiram integrar os processos de CAD/CAD com os da Cirurgia Guiada e com o advento de novos conceitos clínicos como o DSD ( Digital Simle Design - introduzido pelo Dr. Cristian Coachman), foi possível integrar todas as metodologias em um mesmo ambiente virtual, integrando planejamento digital de sorrisos,planejamento virtual de próteses e planejamento cirúrgico. Esta revolução tecnológica permitiu com que houvesse a integração de áreas protéticas e cirúrgicas com incríveis vantagens, como a produção de guias cirúrgicos através do Escaneamento Intraoral, incrementando assim a sua precisão, tanto no planejamento quando na sua aplicabilidade clínica.
 

Desde 2016 a comercialização de scanners Intraoral vem crescendo, principalmente nos laboratórios de radiologia, permitindo que o CirurgiãoDentista possa enviar o paciente à radiologia para obtenção de um modelo virtual da arcada, que será usado de forma integrada com a tomografia, para a produção de guias cirúrgicos, integrando ainda, todo o tratamento dentro de um conceito de planejamento reverso 100% digital, que permita a sua continuidade no desenvolvimento protético em um sistema CAD/CAM, que possa ser realizado no laboratório de prótese. Ainda hoje em dia temos a possiblidade de integrar o planejamento cirúrgico a planejamentos digitais de outras disciplinas, como a ortodontia, prótese, etc., permitindo a atuação das especialidade de forma mais rápida e quase simultânea, efetivando o tratamento. Esta nova modalidade de tratamento incorporou o conceito de “Odontologia Interdisciplinar”, onde é possível graças ao planejamento virtual, integrar todas as fases do tratamento de forma previsível.
 

Concluímos então,que a implantodontia digital não apenas está relacionada à técnica da Cirurgia Guiada, mas que é a somatória de diversos métodos e técnicas digitais que integram o planejamento e desenvolvimento digitais. Neste contexto,o implantodontista que adota está nova metodologia terá uma visão mais ampla do tratamento e, com a colaboração do Planning Center, poderá desenvolver fluxos de trabalho digitais integrados com as mais diversas áreas da Odontologia.

 

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